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INFORMAÇÃO | Condições Meteorológicas Adversas

Notícias

19 de fevereiro 2021

De acordo com a informação disponibilizada pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), junto do Comando do Nacional da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), prevê-se vento forte, em especial no litoral a norte do cabo Espichel e nas terras altas, agitação marítima forte e, para amanhã, a ocorrência de precipitação forte e persistente, que se iniciará no litoral das regiões Norte e Centro mas que se estenderá a todo o território nacional, passando ao regime de aguaceiros com neve no domingo (21FEV).

Neste quadro meteorológico realçam-se os seguintes aspetos:

 

1 – SITUAÇÃO:

 

Hoje (19FEV):

  • Períodos de chuva fraca nas regiões Norte e Centro, podendo estender-se até ao distrito de Setúbal, com valores que não devem exceder 5 mm entre as 12h00m e as 24h00m
  • Vento do quadrante sul, a intensificar gradualmente ao longo do dia, podendo atingir 70km/h no litoral a norte do Cabo Espichel a partir da manhã e durante a tarde 45 km/h nas terras altas, com rajadas até 80 km (em particular na serra do Gerês)
  • Agitação marítima forte na costa ocidental (distritos de Viana do Castelo, Braga e Porto), com ondas de oeste/sudoeste com 4 a 5 metros de altura, entre o final do dia de hoje e a madrugada de amanhã

 

Amanhã (20FEV):

  • Períodos de chuva, por vezes forte, no litoral Norte e Centro, estendendo-se gradualmente para o interior a partir da tarde, prevendo-se que seja persistente e com valores acumulados entre 35 mm a 45 mm entre as 00h00m e as 12h00m, com igual valor acumulado nas 12 subsequentes, para todo o território nacional
  • Possibilidade de queda de neve nos pontos mais altos da Serra da Estrela no fim do dia
  • Agitação marítima forte, com ondas de oeste/sudoeste com 5 a 6 metros (podendo atingir 10 metros de altura máxima) no litoral dos distritos de Viana do Castelo, Braga e Porto até meio da tarde e em toda a costa ocidental com ondas de oeste/sudoeste com altura de 4 a 5 metros e na costa sul do Algarve, ondas de oeste com 4 a 5 metros
  • Vento do quadrante sul, a soprar forte a partir da manhã no litoral, até 50 km/h (com rajadas até 90 km/h) e nas terras altas, podendo atingir 55 km/h, com rajadas até 110 km/h

 

Domingo (21FEV):

  • Períodos de chuva, passando a aguaceiros, por vezes fortes, de granizo e acompanhados de trovoada, no interior, prevendo-se valores acumulados de 25 a 35 mm entre as 00h:00 e as 12h:00 em todo o interior do país e inferiores a 3 mm nas 12 horas subsequentes
  • Previsão de queda de neve acima da cota dos 1400 metros, descendo para 1000 a 1200 metros ao longo do dia, na região Norte
  • Rotação do vento para noroeste ao longo do dia, que poderá soprar forte (até 40 km/h) nas terras altas
  • Descida da temperatura, que poderá ser significativa nalgumas regiões

 

De referir que as previsões apontam, amanhã, para valores de precipitação acumulada em 24 horas entre 61 mm a 90 mm na bacia do Minho, entre 51 mm a 60 mm na bacia do Lima e entre 41 mm a 50 mm nas bacias do Cávado e do Ave

 

2 – SITUAÇÃO HIDROLÓGICA:

 

De acordo com a informação disponibilizada pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), a situação hidrológica nas principais bacias é a seguinte:

 

  • Bacia do Minho – atentas as previsões de precipitação nesta bacia, agravadas pela precipitação que se prevê que venha ocorrer amanhã na Galiza, prevê-se que a situação seja crítica
  • Bacia do Lima - estão a ser efetuadas descargas das barragens de Alto Lindoso (90%) e Touvedo (84%), para ganhar alguma capacidade de encaixe, com a subsequente subida da altura do nível de água em Ponte da Barca, que se encontra atualmente em alerta amarelo por esse motivo (altura de 2,83 metros). Atentas as previsões de precipitação, prevê-se um aumento nos caudais do Rio Vez, situação que se poderá tornar crítica, com possibilidade do risco de inundações nas zonas historicamente mais vulneráveis
  • Bacia do Cávado - barragens de Vilarinho das Furnas (89,8%), Alto do Rabagão (76%), Paradela (89%) e Caniçada (87%)
  • Bacia do Douro - estão a ser efetuadas descargas, visando acomodar as afluências elevadas que se preveem para o rio Tâmega (barragem do Torrão a 75%). No entanto, há que ter presente que existem afluentes não controlados, com reduzida capacidade de controlo de cheias no troço principal. No Cais dos Banhos há que ter em atenção a conjugação do aumento dos caudais devido às precipitações da bacia com as horas de preia-mar: para amanhã, 20Fev, às 08h:37 (2,5 metros) e às 21h:21 (2,5 metros)
  • Bacia do Vouga - Há que manter esta bacia sob vigilância face às previsões de precipitação. Albufeira de Ribeiradio a 79,3%
  • Bacia do rio Mondego – barragem da Aguieira (que se encontra a 68,4%) com capacidade de encaixe. Previsões de afluências elevadas na bacia não controlada (a jusante) que podem dar origem a inundações nas zonas historicamente mais vulneráveis
  • Bacia do rio Tejo – há que manter sob vigilância a situação no rio Sorraia, que poderá tornar-se crítica em Coruche

 

De realçar ainda que, face às previsões de precipitação intensa e persistente para o dia de amanhã (20FEV), não é de excluir a possibilidade de subida rápida dos caudais das ribeiras do Algarve, com situações eventualmente críticas nas bacias do Algarve, bem como em todas as bacias com características urbanas e maior grau de impermeabilização do solo.

 

3 - EFEITOS EXPECTÁVEIS:

 

Em função das condições meteorológicas presentes e previstas é expectável:

 

  • Piso rodoviário escorregadio por eventual acumulação de gelo, neve e formação de lençóis de água
  • Possibilidade de cheias rápidas em meio urbano, por acumulação de águas pluviais ou insuficiências dos sistemas de drenagem
  • Possibilidade de inundação por transbordo de linhas de água nas zonas historicamente mais vulneráveis
  • Inundações de estruturas urbanas subterrâneas com deficiências de drenagem
  • Dificuldades de drenagem em sistemas urbanos, nomeadamente as verificadas em períodos de preia-mar, podendo causar inundações nos locais historicamente mais vulneráveis
  • Danos em estruturas montadas ou suspensas
  • Possibilidade de queda de ramos ou árvores, bem como de afetação de infraestruturas associadas às redes de comunicações e energia
  • Fenómenos geomorfológicos causados por instabilização de vertentes associados à saturação dos solos, pela perda da sua consistência;
  • Possíveis acidentes na orla costeira;
  • Desconforto térmico na população pela conjugação da temperatura mínima baixa e do vento, nomeadamente nas terras altas

 

4 – MEDIDAS DE AUTOPROTEÇÃO:

 

O Serviço Municipal de Proteção Civil de Alcobaça recomenda à população a tomada das necessárias medidas de prevenção, nomeadamente:

  • Garantir a desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais e retirada de inertes e outros objetos que possam ser arrastados ou criem obstáculos ao livre escoamento das águas
  • Adotar uma condução defensiva, reduzindo a velocidade e tendo especial cuidado com a possível formação de gelo nas vias rodoviárias
  • Não atravessar zonas inundadas, de modo a precaver o arrastamento de pessoas ou viaturas para buracos no pavimento ou caixas de esgoto abertas
  • Evitar a circulação em vias afetadas pela acumulação de neve e quando isso não for possível, adotar as seguintes medidas:
    • Verificação do estado dos pneus e respetivas pressões
    • Transporte e colocação das correntes de neve nos veículos
    • Assegurar o abastecimento de combustível em níveis que permitam percorrer trajetos alternativos ou a permanência do veículo em funcionamento por longos períodos de tempo, em caso de retenção nas vias afetadas
    • Garantir que os sistemas de aquecimento dos veículos se encontram em bom estado de funcionamento
    • Providenciar alimentos adequados em quantidade e características, assim como medicamentos, de acordo com o número e tipologia de ocupantes dos veículos
  • Nas vias afetadas pela acumulação de neve, são desaconselhadas viagens com crianças, idosos ou pessoas com necessidades especiais
  • Evitar circular naquelas vias com veículos pesados, em particular articulados, veículos com reboque e veículos de tração traseira
  • Ter especial cuidado na circulação e permanência junto de áreas arborizadas, estando atento para a possibilidade de queda de ramos ou árvores, em locais de vento mais forte
  • Ter especial cuidado com a fixação das estruturas temporárias (tendas) que se encontrem montadas para apoio à situação pandémica
  • Ter especial cuidado na circulação junto da orla costeira e zonas ribeirinhas historicamente mais vulneráveis a estes fenómenos
  • Proceder à remoção de máquinas e alfaias agrícolas, bem como de animais das zonas ribeirinhas historicamente mais vulneráveis a fenómenos de alagamentos e inundações
  • Prestar atenção aos grupos mais vulneráveis (crianças nos primeiros anos de vida, doentes crónicos, pessoas idosas ou em condição de maior isolamento, trabalhadores que exerçam atividade no exterior e pessoas sem abrigo)
  • Estar atento às informações da meteorologia e às indicações da Proteção Civil Forças de Socorro e Forças de Segurança

5 – DETERMINAÇÕES OPERACIONAIS:

  • As determinações operacionais aplicam-se a todos os Agentes de Proteção Civil (APC)e entidades com especial dever de colaboração, exceto indicação contrária
  • A garantia do permanente acompanhamento e controlo de todas as eventuais ocorrências e de um aumento das ações de monitorização, com especial enfoque nas áreas historicamente identificadas como mais sensíveis
  • A imediata informação ao Serviço Municipal de Proteção Civil sobre todas as situações operacionais relevantes
  • A tomada de medidas de prevenção ativa, vigilância e de planeamento operacional, através dos APC, Entidades com especial dever de cooperação, tendo em vista uma resposta antecipada e imediata a possíveis emergências, nomeadamente no que diz respeito:
    • À desobstrução de linhas de água em zonas historicamente mais vulneráveis;
    • Remoção de árvores caídas ou em risco de cair, especialmente quando afetem estruturas, vias e espaços públicos;
    • Prevenção de ocorrências e desobstrução de vias afetadas pela acumulação de neve
    • À fixação das estruturas temporárias (tendas), em especial as montadas em apoio à situação pandémica
    • Prestar atenção e apoio aos grupos mais vulneráveis (pessoas idosas ou em condição de maior isolamento e pessoas sem abrigo)
  • Acompanhamento da evolução hidrológica das linhas de água, em particular as de comportamento torrencial

6 – NIVEL DE ALERTA:

A passagem ao Estado de Alerta Especial (EAE) - NIVEL AMARELO - do SIOPS para o DIOPS -200800FEV21 até 211300FEV21 para todos os distritos

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