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Malhado de Alcobaça

O Malhado de Alcobaça umas das principais raças suínas autóctones portuguesas. Esta raça esteve seriamente ameaçada, mas, graças ao empenho de alguns produtores está de novo a ser produzida e divulgada. A carne é alta qualidade, principalmente a carne grelhada, os enchidos, o presunto, a morcela de arroz e o leitão assado.

Mais um produto típico da nossa região que se deve acarinhar e promover.

 

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Características:

O Malhado de Alcobaça apresenta como principais características raciais uma boa corpulência, esqueleto forte, de temperamento calmo e rústico. A pele é revestida por cerdas fortes, compridas e grossas, de cores branca e preta, formando malhas. A cabeça grossa, de perfil côncavo, com tromba espessa e orelhas compridas, largas e pendentes. O tronco é comprido, largo e musculado, com espáduas bem desenvolvidas e linha dorso-lombar convexa. As coxas são musculadas e desenvolvidas. Os membros são altos de boa musculatura, com pés fortes e robustos. São animais com crescimento mais lento, que o dito porco industrial. Uma fêmea pode parir cerca de 9 a 11 crias.

 

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A História do Malhado de Alcobaça:

O Malhado de Alcobaça apresenta-se como a 3ª raça suína autóctone portuguesa, a par das raças Alentejana e Bísara. Esta raça terá tido origem, em 1865, pela mão do veterinário Joaquim Inácio Ribeiro que operou sucessivos cruzamentos entre porcos bísaros açorianos e porcos ingleses.

A população daí resultante foi designada por Malhado de Alcobaça, Torrejano ou porco da Granja, e foi produzido por toda a região Oeste. Estima-se que, em 1947, existiam cerca de 65 mil animais. O quase desaparecimento desta raça deveu-se ao surto de peste suína africana e ao fraco potencial económico dos seus criadores que não possuíam mais de duas porcas reprodutoras.

Em risco de extinção, a raça foi preservada até aos dias de hoje, pelo produtor Selecpor, SA, na pessoa de Manuel Leal.

Atualmente o Malhado de Alcobaça está a ser promovida graças ao trabalho levado a cabo por um conjunto de produtores, da Federação Portuguesa das Associações de Suinicultores (FPAS), da Associação dos Agricultores da Região de Alcobaça e da Câmara Municipal de Alcobaça, que têm desenvolvido esforços com vista à divulgação, certificação e registo da marca.

Atualmente é composta por 130 fêmeas reprodutoras e 12 varrascos, distribuídos por 10 criadores registados na FPAS. São eles: A.M. Carmo (Alcobaça), Casa Agrícola Pedras Mateus, Lda (Alcobaça), Querido & Subtil, Lda (Alcobaça), Escola Profissional Agricultura e Desenvolvimento Rural de Cister (Alcobaça), Granja ABBATIALE (Nazaré), Tecniporc, Lda (Alcobaça), SELECPOR, SA (Aveiras de Cima), AIM CIALA, SA (Santiago do Cacém), Escola Superior Agrária Santarém (Santarém), EZN – INIAV (Santarém) e Ovinos do Futuro, Lda (Lourinhã).

 

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