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PR20 ACB - Campos de Alfeizerão

Alfeizerão é um termo de origem árabe (Al-cheizaram) e significava caniço ou canavial, mas seria de fundação romana, pois aqui teria existido a povoação Araducta. Foi encontrado um marco miliário romano da estrada que ligava Eburobritium (Óbidos) a Colippo (perto de Leiria). Com a reconquista e a doação destas terras à Ordem de Cister, Alfeizerão tornou-se numa das 13 vilas dos Coutos de Alcobaça e recebeu carta de foral em 1340. Na época possuía castelo no morro sobre a lagoa e porto de mar. A Lagoa de Alfeizerão era a fronteira das terras dos Coutos, uma vez que a sul se situavam as terras de Óbidos. Com o assoreamento da lagoa, o porto passou para S. Martinho e as terras foram drenadas no século XVIII, tendo sido regularizados os cursos das Ribeiras da Amieira, de Alfeizerão e de Tornada, que hoje atravessam o vale em canais, numa cota superior à dos terrenos agrícolas. Para a drenagem dos campos, o sistema de valas só se encontra com as ribeiras junto à foz, em Salir do Porto.

 

 

 

PONTOS DE INTERESSE

Igreja matriz de S. João Baptista: Fachada e torre do séc. XVII ou XVIII de grande equilíbrio estético. O interior é moderno, resultado da última remodelação. Com as obras nos anos 60 foram descobertas 2 imagens góticas de pedra agora expostas e que estavam incluídas nas bases dos altares, o que atesta a antiguidade do templo.

 

Pelourinho Manuelino: Embora relocalizado no adro da igreja, não seria aqui o seu local original, mas as peças estavam amontoadas nas traseiras da igreja e, embora faltem algumas, procedeu-se à sua montagem neste local. Num dos lados do capitel figuram duas torres, alusivas às fortificações aqui existentes: o Castelo de Alfeizerão e a Torre de D. Framondo, nos limites das terras de Alfeizerão, junto a Famalicão da Nazaré.

 

Largo Padre António: Antigamente era um casal agrícola fora da povoação e, embora fosse o Casal do Padre António, era conhecido popularmente por Casal das Rãs, devido à grande quantidade de rãs existentes nas zonas húmidas das proximidades e ao barulho constante do seu coaxar. Hoje o largo tem o chafariz de ferro que tinha sido usado nos anos 30 no largo principal da vila.

 

Castelo de Alfeizerão: Nos campos a oeste da vila, pode ver-se o morro com grandes rochas e onde se encontram, encobertas por zambujeiros e por carrascos, as ruínas do Castelo de Alfeizerão, que dominava a antiga Lagoa de Alfeizerão.. A estes terrenos chamam-se Navegadas, numa alusão à existência da lagoa neste local. Na base do morro existia o antigo porto de Alfeizerão.

 

Ribeira de Alfeizerão: Canaliza para a baía de S. Martinho as águas que atravessam o vale numa cota superior à dos terrenos, de forma a permitir a utilização agrícola. Resulta da grande obra de drenagem dos pauis levada a cabo pelo Mosteiro de Alcobaça no séc. XVIII, o que permitiu o aproveitamento do antigo leito assoreado da lagoa e a constituição das três grandes quintas neste vale: Qta. de S. José, Qta. Nova de S. José e Qta. dos Casais.

 

Fonte do Casalinho: Nascente que permitiu a fixação de residentes neste local, que se encontrava fora do núcleo da antiga vila.

 

Marco de Couto: Provável marco de couto do séc. XVII ou XVIII que atraiu novos residentes após o abandono parcial da povoação devido a febres causadas pela insalubridade da região, quando a lagoa ficou assoreada e se constituíram apenas charcos e pauis.

 

Fonte Velha: Antiga fonte de nascente cujas obras de melhoramento foram documentadas no séc. XVII para afastar as lamas que a invadiam a jusante e as areias a montante. Com as recentes obras de recuperação descobriu-se o local da antiga bica que foi substituída por fonte de mergulho, devido ao assoreamento, o que permitiu a continuação do aproveitamento das águas da nascente.

 

Granja do Relego: Nas imediações da Fonte Velha encontrava-se a granja do Mosteiro de Alcobaça que incluía celeiro, lagar de vinho, cerca e habitação do monge lagareiro. Parte foi transformada em habitação e o restante foi demolido recentemente, tendo a Junta de Freguesia guardado as pedras góticas da habitação e da fresta manuelina do celeiro. Entre este local e a atual rua principal situava-se o centro da vila medieval, ainda reconhecível no traçado medieval das pequenas ruas.

 

 

 

 

DESCRIÇÃO DO PERCURSO

Início e fim no Largo da Igreja Matriz. Para norte depois pela dir. ao longo do muro, pela esq. no asfalto e no largo, pelo caminho em frente até à N242 que se atravessa, segue-se por alguns metros e à esq. pelo caminho que segue a margem da Ribeira de Alfeizerão. Junto à ponte segue a esq. e no entroncamento segue a dir. até ao fim da rua na fonte do Casalinho. Aqui sobe à esq., de novo à esq. para o largo do marco e à esq. e à dir. pelo caminho anterior. Na bifurcação segue a dir., depois a rua da dir. e a rua da esq., segue em frente passando o cruzamento e desce pela esq. em direção à fonte velha. Para norte, na primeira à esq. e sempre em frente até ao largo da igreja.

 

 

 

PATRIMÓNIO NATURAL

Destaca-se a grande variedade faunística característica da zona rural, desde aves de caça, de rapina, canoras e outras, bem como coelhos, javalis, raposas, texugos, saca-rabos e esquilos. Na flora destacam-se as espécies endémicas como carvalhos, sobreiros, pinheiros, carrascos, urzes, murtas e silvas e as plantadas como o eucalipto, as árvores de fruta e as vinhas. Enquanto nas encostas predominam as espécies florestais, no vale destacam-se os pomares e as courelas de hortícolas. Ao longo da Ribeira da Amieira mantem-se a vegetação ripícola constituída sobretudo por salgueiros, choupos, amieiros, aveleiras e canas.

 

 

 

 

 

FICHA TÉCNICA DO PERCURSO

  • Nome do Percurso: Alfeizerão – Paisagens da Serra
  • Localização:

Concelho: Alcobaça

Freguesia: Alfeizerão

  • Tipo de circuito: Pequena Rota Circular
  • Sentido aconselhado: Sentido contrário ao dos ponteiros do relógio
  • Ponto de Partida e Chegada: Largo da Igreja Matriz
  • Coordenadas GPS: Latitude / Longitude: 39.50004028, -9.10741836
  • Extensão total aproximada: 4,3 km
  • Duração aproximada: 1h15
  • Altitude:

Máxima: 20 m

Mínima: 3 m

  • Grau de dificuldade: Fácil
  • Época Aconselhada: Todo o ano. Em dias chuvosos não é aconselhável a realização do percurso.
  • Material aconselhado: Mapa, bússola, binóculos, máquina fotográfica, boné, água, óculos de sol, caderno de notas, agasalho para vento, roupa e calçado confortáveis.
  • Promotores do Percurso e Contactos:

Junta de Freguesia de Alfeizerão

Rua de Moçambique, n.º 11

2460-147 Alfeizerão

Tel.: 262 999 290 | Fax: 262 999 290

E-mail: j.f.alfeizerao@sapo.pt

 

Câmara Municipal de Alcobaça

Posto de Turismo de Alcobaça

Rua Araújo Guimarães, 28

2460-025 Alcobaça

GPS: 39.549615, -8.978705

Tel: 924 032 615 | E-mail: turismo@cm-alcobaca.pt

 

 

 

 

 

 

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