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Foi no reinado de D. Afonso III, no mês de Junho do ano de 1257, que Frei Estêvão Martins, 12º Abade do Convento de Alcobaça, concedeu o primeiro foral a São Martinho do Porto.

O segundo foral foi dado em 1495 pelo D. Abade, Cardeal Donatário de Alcobaça, o Cardeal D. Afonso, filho de D. Manuel I.

O terceiro foral foi concedido pelo Rei D. Manuel I, a 1 de Outubro de 1518. É neste altura que S. Martinho do Porto passa a ser sede de Concelho.

O quarto Foral foi outorgado em 1527, pelo Rei D. João III.

Em 1854, foi suprimido o Concelho de S. Martinho do Porto. A perda de Concelho, faz perder a S. Martinho a categoria de vila, tendo sido reelevada a esta categoria por decisão da Assembleia da República, em 13 de Julho de 1866.

Os símbolos da Vila são o Brasão, o Estandarte e o Pelourinho, tendo este sido vendido, infelizmente, em hasta pública em 1866.

Por vontade do D. Abade de Alcobaça, D. Frei Estêvão Martins, foi o Santo de São Martinho de Tours proclamado Padroeiro e protector da Póvoa de S. Martinho, quando da concessão do Foral e carta de povoamento em 1257.

A Baía de S. Martinho é uma bacia marítima de forma oval, tendo o eixo maior no sentido nordeste-sudoeste de 1400m e o eixo menor noroeste-sueste de 900m. Comunica com o Oceano Atlântico, através da barra que se abre entre os Morros do Farol e de Sant’Ana.

Os séculos XVI e XVII, representam o período áureo da Vila como posto comercial e centro de construção naval.

Actualmente ainda existe, junto ao sopé do Monte de Sant’Ana, as ruínas de um arsenal onde foram construídas as caravelas que participaram nas descobertas e conquistas, nos reinados de D. Afonso V e D. João II. Aqui, também, foram construídos parte dos navios que levaram D. Sebastião a Alcácer Quibir.

A S. Martinho do Porto está ainda ligada a famosa louça das caldas da Rainha, pois foi nesta vila que nasceu Francisco Gomes de Avelãs (1850/1897), fundador da fábrica de louça que utilizou pela primeira vez o óxido de cobalto, para imitar o azul de Sévres e onde os irmãos Bordalo Pinheiro, ensaiaram alguns dos seus primeiros trabalhos.

Naturais desta freguesia, refeira-se os beneméritos Manuel Francisco Clérigo e Comendador José Bento da Silva. Este último, nasceu em 1801 e veio a falecer em 1875, na sua terra natal, onde se encontra sepultado. Através de testamento, datado de 1874, doou uma parte da sua fortuna à edificação e manutenção de duas escolas para ensino gratuito. Auxiliou financeiramente os menos favorecidos, instituindo para tal bolsas de estudo a jovens da sua terra.

No seu legado estão implícitos, outros, legados que levaram à construção da Fonte da Praça (1888), da Torre Sineira da Igreja e compra dos seus sinos (1905), e obtenção de um Relógio de Torre (1908).
A edificação do Colégio José Bento da Silva, imponente edifício ainda hoje existente e em razoável estado de conservação, viria a concretizar um dos ideais deste notável benemérito.

Manuel Francisco Clérigo, institui uma Fundação com o seu nome, para a qual afectou todos os seus bens, direitos acções e rendimentos. Hoje esta Fundação que está sediada em s. Martinho do porto, para além da protecção ao ensino dos alunos da freguesia, tem em funcionamento uma creche, jardim infantil, ocupação de tempos livres de jovens, centro de dia e centro de convívio para idosos, lar de idosos e apoio domiciliário.

Foram também grandes vultos desta vila:

  • Capitão José sabino Gonçalves, que foi o comandante da barca viajante que primeiro atravessou o Canal do Suez, tendo por isso sido vivamente saudado pelos representantes das várias Marinhas de Guerra estacionadas em Port Said;
  • Conde de Avelar, que em 1904, mandou construir a Fonte da Barroca. Em 1927 custeou na quase totalidade as grandes obras que a Igreja matriz necessitava. Distribuiu com frequência donativos aos piobres da terra e contribuiu monetariamente para os Bombeiros e outras instituições;
  • Comandante Francisco Martins, natural desta vila, que geriu os estaleiros de construção naval no cais;
  • Francisco Nunes Eliseu, mestre de sucessivas gerações durante meio século, tendo iniciado a sua actividade em 1901, e que mercê da sua abnegação e competência, conseguiu manter nesta vila o Ensino Secundário liceal, quando na região, durante muitos séculos, só sedes de Distrito o possuíam. Foi agraciado com o grau de Oficial da Ordem de Instrução Pública e foi fundador da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários;
  • Virgílio de Avelar Ares, grande impulsionador da ocupação dos tempos livres dos jovens, tendo fundado uma instituição que designou por Associação dos rapazes de São Martinho do Porto, dando-lhes uma sede no rés-do-chão do prédio onde residia;
  • Capitão Jaime Granger Pinto (1878/1944), que em 1927 forma a Comissão de Iniciativa de São Martinho do Porto que, entre outras obras, conseguiu uma excelente dragagem da Baía, em 1927, pavimentação de várias ruas, desmantelamento da arcaica iluminação pública em petróleo, por iluminação eléctrica. Mandou construir uma escola Primária em terreno seu e por si custeada. No princípio da década de quarenta, mandou adoptar o seu carro pessoal ao serviço de incêndios e fez dele entrega aos Bombeiros Voluntários, tendo sido a primeira viatura a motor usado;
  • Comandante Frederico de Sousa e José Alexandre Rodrigues, que comandaram a barca ferreira, ex-Cutty Sark;
  • José Frederico de Almeida Martins, grande impulsionador da Companhia Nacional de Navegação;
  • José Filipe Rebelo Pinto, que foi sub - Secretário de Estado das Obras Públicas e Presidente do Conselho Superior das Obras Públicas;
  • José Adolfo Pinto Eliseu, filho do Prof. Eliseu, que foi Secretário de Estado das Obras Públicas.

A freguesia está dotada de uma Extensão de Saúde, uma Policlínica, uma Clínica Dentária e uma Farmácia. A nível de ensino, estão a funcionar duas Escolas do Ensino Básico, uma Escola EB 2/3 e Secundário, e um Infantário.

O visitante que desejar pernoitar na freguesia, pode encontrar alojamento em pensões, albergarias, residenciais, parques de campismo e, segundo uso antigo, em quartos particulares que são alugados durante a época balnear.


Junta de Freguesia de São Martinho do Porto

Morada: Rua Professor Eliseu, n.º 2
2460-676 São Martinho do Porto
Telefone: 262 989 188
Fax: 262 989 188
e-mail: jfsmartinhodoporto@sapo.pt

Observações:

Presidente: Joaquim Agusto da Conceição Clérigo
Secretário: Ana Maria da Silva Pires Ferreira Neto
Tesoureiro: Natalino Fernando da Rosa Gomes

Horário: 

09h00 - 12h30
14h00 - 17h00


4 feira 16.08.2006
16 h 43 m 36 seg


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